quinta-feira, 2 de junho de 2016

Posso participar de festa Junina sendo cristão?



A festa junina é tradicionalmente realizada para comemorar o nascimento de João Batista, que nasceu seis meses antes de Jesus. Durante a realização da festa junina, são usados diversos elementos simbólicos, como os fogos de artifício, bandeiras de santos, fogueira, quadrilha, comidas típicas, etc., cada um com o seu significado.

No entanto, muitas pessoas enxergam que a festa junina no Brasil, ganhou um status que vai muito além de uma festa religiosa. Ela é realizada em diversos locais, como qualquer outra festa, sem nenhum motivo religioso. As pessoas se aproveitam do clima com temperaturas mais baixas e das atividades para criar uma oportunidade de diversão.

Exemplos muito claros disso são as festas juninas em escolas, ruas, clubes, associações de moradores, estabelecimentos comerciais e outras instituições que não tem nada a ver com qualquer religião. Para elas, a festa tem apenas um fator social ou econômico. No entanto, fica a pergunta: evangélico pode participar de festa junina? Geralmente há três respostas que as pessoas costumam dar:

1) Sim! O evangélico pode participar de festa junina

Existem aqueles que afirmam que o evangélico pode participar de festa junina por se tratar de uma celebração cristã. Nesse caso, eles defendem que a festa está ligada a personagens bíblicos, como João Batista, Paulo e Pedro. Isso já faz com que seja um evento cristão. Essa posição é defendida principalmente pela Igreja Católica.

2) Não! O evangélico não pode participar de festa junina

Outro grupo de pessoas entende que a forma com que o Catolicismo ensina sobre os santos não está de acordo com a Bíblia. A Palavra de Deus não menciona nenhuma festa ligada aos profetas ou apóstolos, nem a um ser humano canonizado pela igreja. Nessa visão, não existem santos mediadores, que intercedem por nós. De acordo com a Bíblia, "há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus" (1 Timóteo 2:5). Essa é a posição defendida pela maioria dos evangélicos.

3) Depende! O evangélico pode participar, desde que seja festa junina gospel

Esse grupo de pessoas não concorda de modo algum com a festa junina católica e suas tradições religiosas. No entanto, eles são a favor de que festas caipiras evangélicas sejam realizadas. Essa posição é defendida por alguns evangélicos.

ANÁLISE
Antes de qualquer coisa, recomendo a leitura das palavras de Paulo à igreja de Corintos:

"Por isso, meus amados irmãos, fujam da idolatria. Estou falando a pessoas sensatas; julguem vocês mesmos o que estou dizendo. Não é verdade que o cálice da bênção que abençoamos é uma participação no sangue de Cristo, e que o pão que partimos é uma participação no corpo de Cristo? Por haver um único pão, nós, que somos muitos, somos um só corpo, pois todos participamos de um único pão. Considerem o povo de Israel: os que comem dos sacrifícios não participam do altar? Portanto, que estou querendo dizer? Será que o sacrifício oferecido a um ídolo é alguma coisa? Ou o ídolo é alguma coisa? Não! Quero dizer que o que os pagãos sacrificam é oferecido aos demônios e não a Deus, e não quero que vocês tenham comunhão com os demônios. Vocês não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; não podem participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Porventura provocaremos o ciúme do Senhor? Somos mais fortes do que ele?" (1 Coríntios 10:14-22).

Um dos pontos que devemos destacar neste texto é que Paulo fala sobre a participação dos cristãos em refeições feitas no contexto de rituais pagãos. Ele afirma que o cristão não deve fazer parte das coisas relacionadas à idolatria, pois essa relação corresponde a uma associação com demônios. Para Paulo, o problema era que os cristãos, ao consumirem alimentos oferecidos aos ídolos, ignoravam sua comunhão com Deus na Santa Ceia, ou seja, se afastavam da aliança e, consequentemente, provocavam ciúmes do Senhor.

E como isso pode ser relacionado à questão da festa junina? A adoração aos santos é contrária aos mandamentos de Deus! Veja:

"Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e guardam os meus mandamentos" (Êxodo 20:3-6).

A festa junina está diretamente ligada à veneração aos santos da igreja católica e, por isso, são idólatras. O cristão deve seguir a Palavra de Deus acima de qualquer tradição religiosa, e ao saber que o Senhor não aprova a idolatria, ele não deve participar dessas celebrações.

Antigamente, eu acreditava que não tinha nenhum problema em uma criança evangélica participar das festinhas juninas da escola. No entanto, hoje penso que o melhor a ser feito é explicar a ela as razões pelas quais não convém participar da festa. E o que podemos dizer do "caipira" que existe em cada um de nós e que nos leva a querer acender uma fogueira, assar mandioca, batata-doce, comer bolo de fubá e outras delícias típicas da roça? Que problema há em realizar uma noite caipira, com músicas gospel e, quem sabe, até brincar de quadrilha? Por que não se pode criar uma festa com barracas típicas com a intenção de unir a igreja e atrair visitantes?

Eu entendo e respeito que muitos irmãos em Cristo não vêem problemas em realizar essas festas, contudo, acredito que deve haver um bom senso e uma motivação maior do que apenas se divertir. Não podemos esquecer que fomos chamados por Deus para transformar o mundo e não imitá-lo (1 João 2:15-17). Existe também a questão da associação. É muito provável que, ao participar de uma festa junina gospel, as pessoas associem esse evento ao tradicional, de origem e significado idólatras. Realizar essa festa pode deixar alguns cristãos desconfortados, além de fazer com que os visitantes interessados na fé exijam explicações e mais detalhes da noite caipira gospel.

Por isso, acredito que o mais adequado para nós, evangélicos, é considerar a festa junina como uma das coisas que Paulo chama de lícitas, mas que não convém, não edifica (1 Coríntios 10:23). Devemos pensar, antes de tudo, nos interesses do corpo de Cristo, e não em nossos próprios interesses.

Quero deixar claro que não sou contra comer bolo de fubá ou pé-de-moleque. Aliás, gosto muito dessas comidas. Nós podemos sim desfrutar de tudo isso, dentro de casa ou fora do contexto da festa junina. Não porque seja pecado, mas porque pode escandalizar e haver associações que denigram a Palavra de Deus.

Fonte: http://www.pastorantoniojunior....

LIÇÃO- Que fardo é esse?







Tema: VIDA CRISTÃ
Gálatas 6.2 e 5

-Introdução: Até que ponto deve-se ajudar uma pessoa? Talvez você já tenha passado por uma situação em que foi ajudar alguém e a própria pessoa não estava disposta a fazer sua parte deixando todo o peso em suas mãos.
Estes dois versículos do mesmo trecho nos intriga porque parece uma contradição entre eles. Primeiro diz para ajudar o irmão a levar a carga (v.2) e depois ensina que cada um deve levar seu próprio fardo (v.5). Mas o texto não se contradiz e sim traz um rico ensinamento sobre a vida cristã. O segredo para entender a mensagem está no sentido das palavras carga e fardo, usadas em forma de um trocadilho. O contexto se refere ao trato com as fraquezas do irmão e como ajudar além de estar sempre atento para as próprias dificuldades (Efésios 6.1-8).
Você precisa de ajuda?
Vamos aprender o sentido desta mensagem a partir das palavras-chave do texto:

1- CARGA: v.2 “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo”.
A palavra carga no original é baros1 [ba/rh] “nas páginas do Novo Testamento utilizado somente no sentido figurado, uma carga... incômodo, peso”2.
Esta primeira palavra se aplica no sentido prático de ‘pesos’ que surgem na vida. Situações em que a pessoa vive problemas difíceis de suportar sozinho e por isso precisa de ajuda. Existem situações em que as pessoas não conseguem vencer se não tiver alguém para estender a mão e ajudar.
A Palavra de Deus nos ensina ajudar os irmãos que precisam de socorro (Romanos 12.13-21) e também tolerar os defeitos do nosso próximo (Romanos 15.1), seguindo o ensino de Cristo ao oferecer a outra face, andar a segunda milha ou doar a outra capa (Mateus 5.39-41).
A expressão “uns aos outros” [Allh/wn = allélon], presente no versículo também é usada frequentemente no ensino cristão de que devemos suportar os irmãos no sentido de ser suporte que os sustente em suas fraquezas (Efésios 4.2; Colossenses 3.13). Precisamos aprender a suportar mais nossos irmãos sendo mais tolerantes. Estas pessoas podem ser instrumento de Deus para nos moldar.
Devemos cumprir a lei de Cristo ao ajudar pessoas que precisam de socorro. Muitas vidas estão sofrendo tanto que não conseguem fazer nada e precisam de alguém que lhes dê apoio. Quando a pessoa está bem é cercada de amigos, mas quando estão na pior todos abandonam (Lucas 15.13-14).
Ajude seu irmão ao levar sua carga!

2- FARDO: v.5 “Porque cada um levará o seu próprio fardo”.
A expressão grega para fardo é phortion3 [forti/on], palavra no diminutivo que se referia a uma parte da carga de um navio. A expressão no “Novo Testamento, usada em sentido figurado a respeito do peso das observâncias cerimoniais”, mas também “a respeito das próprias responsabilidades e falhas” 4.
Esta segunda palavra se refere ao sentido estritamente religioso ou espiritual. O termo phortion ou fardo é usado por Jesus para falar das tradições e rituais humanos impostos pelos homens (Mateus 23.4). Isso nos mostra que significa um peso que nós mesmos procuramos e, portanto de nossa própria responsabilidade. A primeira palavra do versículo é e3kastoj = ékastos, significa ‘cada um’ e no v.3 é traduzida como ‘si mesmos’, o que indica a individualidade.
O fato de fardo (phortion) ser um diminutivo representando apenas uma parte de toda a carga de um navio, também mostra que o fardo pode ser uma coisa pequena que é considerada grande. Em muitos casos a pessoa engrandece seu problema e acha difícil assumir seus próprios compromissos. Por isso o apóstolo insiste em todo o contexto sobre a seriedade da vida cristã (Leia Efésios 6.1-8).
Jesus usou esta expressão quando disse que seu “fardo é leve” em Mateus 11.30 para nos ensinar que nos ajuda livrando-nos do “peso do pecado” (Hebreus 12.1). Deus nos promete que nossa tentação é puramente humana e nunca será maior que possamos suportar (I Coríntios 10.13). Também devemos enfrentar a provação com perseverança sabendo que Deus nos fortalece (Tiago 1.12).
Desde que a humanidade pecou tem o hábito de lançar a culpa nos outros, como Adão fez com Eva e esta com a serpente (Gênesis 3.1-8). Isso é uma tentativa de isenção da responsabilidade para não assumir as consequências. Além disso, Jesus deixou claro que “seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mateus 5.37), ensinando que devemos cumprir nossos votos diante de Deus ou compromissos com os homens (Eclesiastes 5.2-6).
Assuma suas responsabilidades diante de Deus!

Jesus nos ajuda a levar o jugo!
-CONCLUSÃO:
A cada dia se torna mais difícil a prática da vida cristã. Muitas pessoas estão acomodadas exigindo dos outros sem fazer nada. Junto a isso ainda tem igrejas e pregadores que ensinam um evangelho de facilidades sem compromisso. Consequentemente há um acúmulo de tarefas sobre poucas pessoas (Mateus 9.38). Ainda assim não podemos nos isentar de nossa responsabilidade de ajudar todos que estão ao nosso alcance além de cumprir nossos compromissos. Somente Deus nos ajuda e fortalece “bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação” (Salmo 68.19).
Leve o seu próprio fardo e ajude seu irmão a carregar sua carga!

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BIBLIOGRAFIA:
1 SCHOLZ, Vilson. Novo Testamento Interlinear: Grego-Português. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2004. Página 709....


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LIÇÃO - A NOSSA CASA COM DEUS







“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”
Salmos 127.1

-Introdução: Precisamos entender melhor como Deus vê a nossa casa e como podemos edificá-la na presença de Deus.
Vamos usar a figura da casa com referências Bíblicas para mostrar como deve ser a nossa casa de acordo com a vontade de Deus.
Como é a casa que Deus quer?
A resposta será montada no desenho de uma CASA:

1- A BASE= Cristo a Rocha: Efésios 2.20-22 “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular”
A base sobre a qual devemos edificar a casa para que seja forte é a Rocha que é Cristo (Mateus 7.24-27).

2- As PAREDES= Proteção: Neemias 4.14b “lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa”
As paredes da casa são a proteção do lar e isso é tarefa de cada um na família. No tempo de Neemias edificaram um muro ao redor da cidade com as casas cercando a cidade e cada família edificou o muro perto da sua casa.

3- O TETO=Presença do Senhor: Salmos 91.1 “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente”
A presença do Senhor deve ser a cobertura da família e um contato aberto com a glória de Deus.

4- ÁGUA=Fé: João 7.38 “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”
Como não pode haver falta de água numa casa também não pode faltar a fé que faz fluir a presença de Deus no lar.

5- LUZ=Bíblia: Salmos 119.105 “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos”
A Bíblia deve ser lugar de destaque para a casa e para a família não como ornamento, mas como Palavra de Deus.

Deixe Deus ser o arquiteto de sua casa!



-CONCLUSÃO:
A casa vista por Deus é assim, não importa se é grande ou pequena. O que faz a diferença é se for um lugar firme na Rocha, com proteção, a presença do Senhor e onde flui o rio do Espírito e a luz da Palavra de Deus.
Deixe Deus edificar a sua casa....

FONTE:WELFANI


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